Por que as contas de luz de quem tem energia solar estão mais caras em 2026?
- Vida Mais Solar
- há 1 dia
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Nos últimos meses, muitos clientes com energia solar começaram a perceber algo estranho: mesmo tendo placas solares instaladas, a conta de luz está vindo um pouco mais alta do que antes.
Isso não significa que o sistema deixou de funcionar ou que a energia solar deixou de valer a pena. Na verdade, a principal razão está em mudanças nas regras do setor elétrico brasileiro.
Neste artigo vamos explicar de forma simples o que mudou e por que isso está acontecendo.
O que é o Fio B e por que ele aparece como TUSD GD II na conta de luz?
Muitos clientes escutam falar sobre o Fio B, mas quando vão olhar a conta de luz acabam encontrando outro nome: TUSD GD II.
Na prática, é a mesma cobrança.
Esse valor representa a tarifa pelo uso da rede elétrica da distribuidora, ou seja, a estrutura que permite que a energia circule entre sua casa e a rede da concessionária.
Essa rede inclui:
Postes
Cabos elétricos
Transformadores
Manutenção da rede
Operação da distribuidora
Mesmo quem tem energia solar continua conectado à rede elétrica para:
enviar o excedente de energia gerada
receber energia à noite ou em dias nublados
Por isso existe essa cobrança.
Na conta de luz da Neoenergia Coelba, ela aparece normalmente com o nome:
TUSD GD II
Por que esse valor aumentou em 2026?
Essa cobrança faz parte da regra de transição da Lei 14.300, que definiu que o pagamento pelo uso da rede seria aplicado de forma gradual ao longo dos anos.
Isso significa que todo ano o valor aumenta um pouco.
Um exemplo real que muitos clientes perceberam:
2025: aproximadamente R$ 0,21 por kWh
2026: aproximadamente R$ 0,28 por kWh
Ou seja, houve um aumento porque uma parte maior do uso da rede passou a ser cobrada.
Essa mudança é nacional e acontece com todas as distribuidoras.


Como calcular o valor do GD II na conta de luz
Na conta enviada aparecem os seguintes dados:
TUSD GDII com tributos:
Valor total: R$ 29,07
Energia compensada (CAT):
136,38 kWh
Para descobrir o valor cobrado por kWh, basta fazer a divisão:
Valor total ÷ energia compensada
Ou seja:
29,07 ÷ 136,38 ≈ R$ 0,21 por kWh
Isso significa que, em 2025, o valor cobrado pelo Fio B (TUSD GD II) era aproximadamente:
R$ 0,21 por kWh
Exemplo simples para entender
Imagine um cliente que importou 200 kWh da rede elétrica durante o mês.
Com o valor de 2025:
200 × 0,21 = R$ 42
Com o valor de 2026:
200 × 0,28 = R$ 56
Ou seja, somente nessa tarifa houve um aumento de R$ 14.
Esse é um dos motivos que fazem algumas contas de quem tem energia solar parecerem mais altas em 2026.
Isso vai continuar aumentando?
Sim, mas apenas durante o período de transição da lei.
A cobrança pelo uso da rede está sendo aplicada gradualmente até chegar ao valor total definido pela regulamentação.
Por isso é normal que os clientes percebam pequenos aumentos ao longo dos próximos anos.
Importante lembrar
Mesmo com essa cobrança, a energia solar continua sendo extremamente vantajosa, pois o sistema ainda permite reduzir grande parte da conta de luz.
O objetivo da cobrança não é impedir a geração solar, mas sim dividir os custos da infraestrutura da rede elétrica entre todos os consumidores.




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